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Tomate sobe mais de 60%

Nos mercados analisados o volume transacionado foi 3% menor do que em agosto

Os brasileiros ainda terão que pesquisar bastante para manter uma alimentação saudável e driblar a alta de preços de hortifrutis. Tomate e cenoura, por exemplo, apresentaram aumentos consideráveis no último mês nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Os dados são  do 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (19).

Os preços no mês passado apresentaram-se de maneira ascendente e na maioria dos mercados com altas significativas. Exceção ocorreu na Ceasa/PE – Recife, onde o preço teve redução de 23,35%. Nos demais o maior aumento foi de 43,80% na Ceasa/RJ – Rio de Janeiro, seguido da alta na Ceagesp – São Paulo (37,54%) e na Ceasa/ES – Vitória (33,77%). Na casa dos 20%, apareceram os acréscimos de preço na Ceasa/DF – Brasília (27,11%), Ceasa/GO – Goiânia (23,97%), Ceasa/AC – Rio Branco (22,75%) e CeasaMinas – Belo Horizonte (21,93%). Os menores aumentos foram na Ceasa/PR – Curitiba (5,85%) e na Ceasa/CE – Fortaleza (4,66%).

Nos mercados analisados o volume transacionado foi 3% menor do que em agosto. Na segunda quinzena de setembro houve variações de preços abruptas nas Ceasas que chegaram a atingir 50% a 60%, como no Rio de Janeiro/RJ, em Belo Horizonte/MG e em São Paulo/SP. Na Ceasa/RJ – Rio de Janeiro, por exemplo, o preço começa setembro a R$/Kg 2,50, mais precisamente nos dias 2 e 3, foi a R$/Kg 5,00 no dia 10, caiu para R$/Kg 3,64 e terminou o mês a R$/Kg 4,55.

Outras hortaliças pesquisadas

No caso da cenoura, o declínio de 6% na oferta total aos mercados atacadistas também pressionou os preços para cima em setembro. “O longo período de estiagem, sobretudo na região de São Gotardo/MG, prejudicou o desenvolvimento das raízes”, explica o superintendente de Estudos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade da Conab, Marisson Marinho. “Mas a volta das chuvas neste mês de outubro pode indicar boa produtividade da cenoura, o que amenizaria essa elevação”.

Segundo o Boletim, a batata sofreu acréscimo nos preços na maioria dos mercados, mas com menor intensidade, já que a baixa qualidade do tubérculo freou o aumento. Mesmo assim, no começo de outubro, já foram registradas altas sensíveis nas cotações deste produto, devido à queda na oferta causada pelas chuvas e as poucas áreas em ponto de colheita.

Entre as hortaliças pesquisadas, somente alface e cebola demonstraram médias de preços mais em conta nos mercados atacadistas avaliados. A cebola, por conta da maior área plantada em 2021 e pela menor qualidade, em função do déficit hídrico e temperaturas altas no período de desenvolvimento do bulbo. Já a alface ficou mais barata com a recuperação da oferta em parte dos mercados no mês de setembro, após inverno com baixas temperaturas e geadas. Para a folhosa, a expectativa é de estabilidade e declínio de preços nos próximos meses, com a demanda desaquecida.

“Apesar das quedas nas cotações, ainda há possibilidade da alface sofrer aumentos em alguns estados, pois as chuvas de outubro podem influenciar negativamente a oferta”, completa a gerente de Estudos do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Joyce Fraga.

Fonte: Agrolink

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