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Desvalorização do câmbio brasileiro traz desafios para exportação de commodities

Segundo economista do Mackenzie, mesmo com a queda de venda para China, o Brasil continua com boas oportunidades de exportações

Há mais de dois meses, a exportação de carne bovina para a China foi suspensa após a confirmação de casos do mal da vaca louca em Belo Horizonte e Mato Grosso. A doença, que atingiu frigoríficos das capitais, é desenvolvida em bovinos adultos e pode ser transmitida para o homem, sendo considerada fatal.

Apesar do veto chinês sobre a compra de carne bovina, segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV), as demais commodities como minério de ferro, soja e petróleo, representaram 70% das exportações do Brasil em setembro deste ano. A desvalorização da moeda brasileira é um dos fatores que vem influenciando neste cenário.

Segundo a professora de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas, Leila Pellegrino, o câmbio desvalorizado traz consequências positivas e negativas para o setor de exportação e econômico. “Ao mesmo tempo em que o real torna o preço das commodities mais competitivas no mercado internacional, também aumenta os custos, em especial com artigos importados, fertilizantes e todos os suplementos agrícolas necessários para a produção. Isso acaba de alguma forma comprometendo o resultado a longo prazo”, explica.

Em contrapartida, com o câmbio brasileiro desvalorizado, há um favorecimento das exportações dos commodities. Por outro lado, dificulta-se o processo de estabilização de preços no país, o que impacta na renda doméstica.

Pellegrino explica que o veto chinês é ruim para o cenário econômico, pois a China representa 60% da importação do mercado de carne bovina brasileira. No entanto, é possível reverter este quadro através dos cuidados sanitários mais rígidos sobre o mal da vaca louca.

“Quando olhamos para outras commodities vemos que o mercado está aquecido. O Brasil continua tendo boas oportunidades no mercado internacional, em especial com o café, soja e outros itens que estão com preços em alta lá fora e são favorecidos de alguma forma com o câmbio brasileiro”, analisa a professora.

Fonte: Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie | Portal Agronegócio

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